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Classificação Científica

Reino: Animalia
Filo: Chordata
Classe: Aves
Ordem: Accipitriformes
Família: Accipitridae
 Vigors, 1824
Subfamília: Accipitrininae
 Vigors, 1824
Espécie: A. striatus

Nome Científico

Accipiter striatus
Vieillot, 1808

Nome em Inglês

Sharp-shinned Hawk


Estado de Conservação

(IUCN 3.1)
Pouco Preocupante

Fotos Sons

Gavião-miúdo

O gavião-miúdo é uma ave accipitriforme da família Accipitridae. Também conhecido como gaviãozinho e Tauató-miúdo.

Nome Científico

Seu nome científico significa: do (latim) accipiter = falcão, gavião; e do (latim) striatus = com estrias, estriado. ⇒ Gavião com estrias.

Características

O gavião-miúdo é um pequeno gavião da família Accipitridae. Como é comum nas aves de rapina, as fêmeas desta espécie são maiores do que os machos (estes têm o porte um pouco maior que um sabiá), possuem a cauda e os dedos muito longos. O macho mede cerca de 24 centímetros e pesa entre 85 e 125 gramas. A fêmea maior mede cerca de 35 centímetros e pesa entre 145 e 215 gramas.
O macho tem a coroa escura acinzentada que se estende até a parte superior das bochechas. A parte inferior da face é castanha. O manto é cinza escuro irregular marcado com pequenas manchas brancas. Asas escuras, têm reflexos cinza azulados. As rêmiges primárias são esbranquiçadas finamente barradas de preto. A garganta, peito e parte superior da barriga, são brancos, fortemente barrado de castanho. A parte inferior do ventre é completamente branca. Os calções são de coloração castanho ferrugíneo, barrado de branco. A cauda é longa, listrada na coloração cinza e preto, arredondadas na ponta. O bico é curto e curvo é preto. As pernas e a cera são de cor amarela. O olho é laranja.
A fêmea difere do macho por apresentar um capuz mais escuro. Os flancos superiores são marrons e o peito é menos barrado.
Em indivíduos juvenis, estrias inferiores são mais grossas e castanho escuras. As coberteiras são marrons e a parte inferior das asas é branco, fortemente barrado de castanho escuro. O olho é uma amarelo claro e também apresenta a sobrancelha esbranquiçada.

Subespécies

Apresenta dez subespécies:

(Clements checklist, 2014).

Alimentação

Apesar de pequeno não hesita em atacar uma presa maior. Sua dieta consiste principalmente em pequenas aves, localiza sua presa a partir de um poleiro. Um das maneiras de caça é ficar em um poleiro escondido entre a vegetação, de onde localiza a presa. Quando em voo sobre o solo é uma ave rápida e silenciosa, o que permite capturar pássaros em pleno voo, mesmo em meio a vegetação densa. Mais raramente, alimenta-se de pequenos roedores e pequenas rãs.

Tem o costume de seguir formigas-de-estalo (odontomachus bauri) as vezes com a presença do Accipiter bicolor, mas diferente deste o Accipiter striatus não fica a uma distancia exata. As vezes sua presença é notada e é repelido pelas presas (Obs. pess. Henrique Mariano Martins, Frutal-MG).

* Notas de observação pessoal (Alexandre Toda Faitarone – Jaguariúna-SP - 12 Nov.2011).

“Presenciei, ao final da tarde, uma cena impressionante. Havia notado um bando alvoroçado (vocalizando muito) de Andorinhas voando e percebi que havia um A. striatus sendo atacado por este bando. Subitamente o Gavião dá uma guinada e mergulha e captura no ar uma andorinha, muito ao estilo do Falco femoralis (Falcão-de-coleira)!

Em seguida, recupera o voo e plana com as pernas relaxadas com a andorinha presa, pouco preocupado com o alvoroço ao seu redor. Um pena não estar com a câmera. A quase exatos dois anos registrei um A striatus que acabara de capturar uma andorinha, mas não tinha presenciado a cena da caça. Me parece que esta espécie tem predileção/especializaçao por andorinhas nesta área.

Por coincidência (ou não), ambas foram presenciadas em situação de pré-temporal, com muito vento e tempo fechado.”

(Rodrigo Y Castro)

Gostaria de adicionar um fato inusitado, ao colocar o chamado do Barbudo-Rajado, um Gavião-Miúdo desceu na altura de meus olhos há dois metros de distância e tentou capturar a caixinha de playback, isto aconteceu no dia 8/09/2013 em uma reserva no município de Cotia-SP.(Rodrigo Y Castro)

Nota de observação pessoal - Osni Sidnei Munhoz - 18 de junho de 2017 - Campo Alegre(SC)

No dia 18 de junho de 2017 presenciei uma fêmea dessa sp atacar um sanhaçu-cinzento que se alimentava num pé de caqui. O gavião lançou voo de uma araucária a uns 30 metros do pé de caqui, o sanhaçu percebeu a aproximação e tentou voar, mas a apenas uns dois metros do pé de caqui foi apanhado em pleno voo. Com a presa nas garras o gavião retornou para o outro lado da lagoa e pousou no chão, próximo a araucária, quando consegui fazer o registro.

*Notas de observação - Henrique Mariano Martins - 10 de Maio de 2017 - (Campo Limpo Paulista, SP)

Presenciei um indivíduo em atividade de caça de forma intrigante, ele levantou voo e ficou planando como um Rupornis magnirostris e foi a caminho de um bando de suiriris e bem-te-vis que estavam pousados, estes por sua vez foram a pratica do “moobing” e o A. striatus ficou na tentativa de capturar um dos seus “agressores”.

Reprodução

O ninho construído pelo casal, é uma plataforma feita com galhos, construída entre 5 e 6 metros de altura, nos arbustos de grande espessura. O interior é decorado com folhas, cascas e penas. A fêmea põe entre 3 e 5 ovos esbranquiçadas e manchados de marrom escuro. A incubação dura entre 32 e 35 dias, e é feita por ambos os pais, embora durante as primeiras duas semanas, apenas a fêmea fica responsável pela incubação. Durante este período, ela é alimentada pelo macho. Os filhotes são então alimentados pelo casal e fazem o seu primeiro voo depois de um mês de idade.

Hábitos

Vivem em florestas e matas. Apesar de viver oculto nas matas e bosques, ele voa abertamente de uma mata a outra. É um gavião solitário e muitas vezes frequenta a alta e densa floresta de planícies e montanhas, mas também pode ser encontrado sobrevoando as grandes cidades.

Distribuição Geográfica

Ocorre da América do Norte até Argentina, no Brasil central e meridio-oriental, até o Rio Grande do Sul.

Referências

Consulta bibliográfica sobre as subespécies:

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